sábado, 23 de abril de 2011
O Fim.
Talvez não tenha ficado claro, – Provavelmente não ficou – mas é assim que eu vejo O Fim.
domingo, 3 de abril de 2011
Na noite anterior havíamos dormido juntos, e ele me tomou em seus braços aconchegantes e protetores, eu descansei ali, com nossos corpos entregues a lençóis quentes. Com o pensamento seguro de que na próxima manhã ainda pertenceríamos um ao outro.
Aí veio o dia seguinte... E o dia seguinte torna o dia interior meio ofuscado, e com o passar dos dias o passado se torna ainda mais opaco, então nossa imaginação tenta juntar os fatos que acabamos esquecendo, e de repente tudo se torna uma história inventada pelo nosso cérebro. Mas, continuando o raciocínio, o dia seguinte iniciou-se. E é aí que esse texto realmente começa.
Eu levantei cedo por algum motivo sem importância, mas acordei. E eu senti uma dor tão indesejada, tão inesperada, tão insuportável que logo tudo de bom que eu havia acumulado nos dias anteriores havia se transformado em nada.
Um acontecimento ruim desestrutura toda a construção dos bons. É como uma doença. É como uma sina.
Eu sabia que precisava dele, eu sabia que devia compartilhar isso, para aliviar o peso desse fardo, eu sabia que sozinha eu não daria mais nenhum passo, mas ele já estava cheio das minhas dores, das minhas manhas, das minhas palavras sem sentido. Ele estava cansado de me avisar, de me alertar e de abrir meus olhos. Mas ele era o único alívio que eu possuía.
Mas não era justo. Ele não merecia isso.
sábado, 26 de março de 2011
You read me like a book.
Não é assim. Não é como se as pessoas pudessem simplesmente nos ler. Não é como se nossos significados estivessem estampados em nossas cascas. Não me visto com frases óbvias sobre mim. Você não pode me resumir ou me concluir. Não sou um livro para afastar uma eventual falta do que fazer. Não é assim.
Apenas eu leio o livro de toda minha existência, de todo o meu cotidiano, porque ele está impregnado em minha mente, em minhas memórias, em cada dia que se passa. Às vezes eu leio páginas em voz alta para outras pessoas, eu compartilho os segredos do meu livro com elas. Mas elas não compreendem toda a profundidade de ser eu, apenas eu posso compreender.
Há páginas que deixei em branco pela minha dificuldade em me decidir, ou talvez de arriscar. Há páginas que transbordam significados. Há páginas repletas de dor, há páginas que permanecem inacabadas, porque me tornei indiferente em relação a elas.
E, além disso, sou personagem – Às vezes até marcante – do livro da vida de outras pessoas. Em alguns eu me perdi capítulos atrás, e lá fiquei. Em outros, continuo presente, página por página, todos os dias.
Mas eu não quero ser apenas um capítulo...
...Não quero ser apenas uma lembrança. Quero estar lá quando o livro se encerrar.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Orgulho
Orgulho é aquele bloqueio ao ato de ceder. É aquilo que te devora por dentro, que sobe entre suas entranhas, estilhaçando seu interior; chega à sua garganta e você sente que ele está louco para sair. O estágio final é quando você o vomita, antes que ele te sufoque. Ele sai de você em forma de palavras brutas, cruéis e mal-pensadas, atingindo a outra pessoa.
Quando você fere alguém com seu orgulho, você sente o quão catastrófico foi aquilo para o outro, mas todos têm seu orgulho, e a pessoa ferida também é orgulhosa demais para demonstrar que aquilo doeu.
Mas o orgulho é aquela proteção invisível que a gente tem, é o impulso do amor-próprio. Sem ele seríamos meros capachos das vontades alheias, e cairíamos a cada dor, a cada sensação de fraqueza, a cada passo em falso. O orgulho nos mantém em pé assim como nossos ossos, e por isso ele não deve deixar de existir em nós, nós é que devemos aprender a lidar com ele, nós é que devemos saber o momento de engoli-lo, por mais amargo que seja...
...Afinal de contas, de que adianta ter tanto orgulho vestido de amor-próprio quando, depois de expelir palavras afiadas, temos que encarar as pessoas que amamos sofrendo?
quinta-feira, 10 de março de 2011
Keep the faith.
É algo sobre fé, e uma mistura do real e irreal.
Desde sempre as pessoas se sentem dominadas por uma fraqueza vinda de dentro. Desde sempre as pessoas procuram por uma base que as sustente. Desde sempre as pessoas precisam de uma desculpa para fatos inexplicáveis.
Mas eu não acho que, por exemplo, uma aparição numa janela em forma de uma santa seja um milagre. Acho que uma mãe solteira cuidar de três filhos e ainda ter tempo para trabalhar é um milagre. Compreendem? Sim, eu sei, há fatos ainda sem explicação, mas eu não os atribuiria a um Deus.
Eu não acredito em religiões. Acredito que isso é apenas uma forma de separar as pessoas. Sendo que algumas religiões são inaceitáveis. Como apedrejar alguém em público... Isso é algo divino? Então, de que Deus estamos falando?
As pessoas fogem de Deus enquanto está tudo bem, enquanto não precisam dele, enquanto estão dispostas a errar. Segundo a Igreja Católica, Deus perdoa tudo. E como diz Milan Kundera, tudo é cinicamente perdoado, antes mesmo de ocorrer o próprio erro – Não com essas palavras. De qualquer forma, li isso em A insustentável leveza do ser.
Deus é o desespero das pessoas em busca de soluções, quando percebem que seus esforços estão cada vez mais inúteis. Há exceções, é claro. Sempre há. Há pessoas devotas, e que fazem Deus viver em atos humanitários. Mas não é sobre Deus, é sobre a bondade de cada um. Se Deus existe, na minha opinião, ele não é o Pai-de-todos-nós, mas sim, nós mesmos. E por isso, nem mesmo deveria ser nomeado.
As pessoas precisam acreditar que haja algo mais, porque sabem que sua força é escassa, mas automaticamente – Até cegamente, eu diria – acreditar num Deus é acreditar em si, é sugar todas as forças do seu corpo, da sua mente, da sua alma, mas glorificar outro ser, esse Deus que tanto falam.
Não é sobre Deus, é sobre você e sua própria força. Não é sobre Deus, é sobre o medo de ter fé demais em si e se decepcionar. Não é sobre Deus, é sobre a escassa autoconfiança, e a necessidade de um refúgio.
Não é sobre Deus, é sobre o efeito Placebo causado pela sua força, pela sua vontade, pela sua fé.
As pessoas não percebem, mas Deus está em cada uma delas, não como outro ser, mas como elas mesmas. O lado mais forte.
Não quero que percam a fé; nada é mais saudável do que acreditar em alguma coisa. Mas deveriam abrir seus olhos internos e enxergar dentro de si. Lá vocês verão Deus, mas eu não o chamaria assim, porque ele é a união de tudo de melhor que as pessoas carregam.
Por isso eu não acredito em Deus, prefiro acreditar nas pessoas.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Casa fechada
Como uma casa fechada, tudo que se passava dentro dela, ela mantinha em segredo. Como uma casa fechada, o exterior se tornara um mistério, algo perigoso de se desvendar. Como uma casa fechada, o ar parecia demorar a chegar a seu interior, e ela constantemente sufocava. Como uma casa fechada, ninguém sabia o que tinha lá dentro. Como uma casa fechada, as coisas dentro dela não tinham brilho, vida ou emoção...
Mas alguém sempre bate a sua porta. Alguém chega devagar, te faz abrir as janelas, para observar o que está além do seu interior, e você olha com cautela para fora... E o vento batendo no seu rosto te faz sentir vivo. O sol emana um brilho intenso, suavizando todo o mar negro que havia lá dentro.
E então, depois de provar o gosto de estar vivo, de estar aberto-a-novas-emoções, se torna impossível querer se fechar novamente. Se torna impossível voltar a se enterrar numa escuridão dentro de si.
Por fim, abrimos a porta, e deixamos que a pessoa entre. E o interior se torna aconchegante. Se torna belo. Se torna vivo.
Como uma casa aberta - ao começarmos a amar - vivemos.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Do Tiago para mim.
Mais uma pequena amostra do meu periodicário:
"Medo. Quatro letras que dizem muito e, ao mesmo tempo, pouco. Todos têm medo de alguma coisa, do desconhecido, do inadiável, da solidão, medo de ter medo. Meu medo neste exato momento é de perder uma coisa, uma coisa não, uma pessoa, mas não uma simples pessoa... não mesmo! É a pessoa mais especial que eu já conheci... Meus pensamentos não são mais os mesmos. A todo instante, cada segundo dos meus dias, eu penso nela, nos dias que ficamos juntos, lado a lado...Inexplicável. Já não consigo contar as letras, mas é, ironicamente, a única palavra que explica isso tudo. Como uma brisa de verão, algo veio e me puxou, levou minha mente, meus momentos solitários, minha espera incessante pela pessoa especial... Algo tão bom quanto deitar na grama e apreciar o céu, tão bom quanto ouvir a melhor das sinfonias, a melhor das músicas... Apaixonar-se. Algo que não acontece todo o dia. É preciso mais do que vontade pra conseguir isso, é preciso alguém, alguém especial, alguém que mude sua vida, faça você ver que tudo o que você viveu até hoje não é nada perto do que você vai viver. Alguém que acenda uma luz, quando todas as outras se apagarem... Alguém que faça você sentir-se vivo novamente, faça você ter um por que... Eu sempre imaginei que essa pessoa só apareceria daqui 10, 15 anos. Nunca tive sorte com essas coisas, então pra que esperar? Disseram-me uma vez: “Não corra atrás da borboleta! Cultive seu jardim, ela virá até você...”. Nunca levei isso a sério... Mas nunca disse que era mentira, e, olha só, realmente era verdade!
O sono já bate como um litro de vodka. Bêbado de sono, já não consigo pensar nas coisas, não como deveria... Queria estar com ela em meus braços... Queria estar apreciando sua delicada beleza... Mas nem todos têm o que querem, e os que têm, lutaram muito pra conseguir (ou não). Pois então, precisarei lutar por isso...Lutarei até meu último pingo de suor, até meu último suspiro, e não será em vão, nada é em vão quando o amor está a seu favor...Loucura? Não, digamos que obsessão, algo que não se pode entender ou explicar... Só sei que daqui 13 dias a cura da minha doença circulará em minhas veias. Apenar por alguns dias, eu sei, mas, por enquanto é o bastante para me tornar o homem (se é que posso me auto-intitular um) mais feliz do mundo! (10/08/08)"
Ok, nem tínhamos 1 mês de namoro e eu já estava completamente apaixonado por você (quando eu digo completamente eu quero dizer que 1027412849125% de mim estavam sob seu poder fofolindo de apaixonamento). Bom, sabemos que dia é hoje, né?! Dia 23.
Se fosse janeiro, estaríamos comemorando meu aniversário e 6 meses de namoro mas, estamos no mês de março, logo, estamos comemorando 8 meses de namoro. É, acho que você não se livrará de mim tão facilmente, Pan. :]
Não estou indo tão longe pra desistir um dia, não mesmo! Então, vai se acostumando com a ideia (sem acento agora, né?!) de passar o resto da vida comigo, ok?! U.U
E isso começa daqui 10 meses, né?! Nunca esperei tanto pelo fim de um ano quanto agora... espero isso mais do que o fim da minha faculdade '-' e, tenho certeza que vai ser o melhor ano das nossas vidas, e o outro ano será melhor ainda, e assim sucessivamente. ^^
Feliz 8 meses, amor da minha vida.Te amo mais do que palavras podem dizer, muito mais, e isso aumenta a cada segundo, mesmo no meio das nossas brigas (qualquer tipo de briga, ok?). Agora só faltam 4 meses pro grande dia, né?! ^^Tá passando rápido... que bom. '-'
Ok, agora deu...Te aminho muito, maravifofalinda. *-*♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ²³
Ass.: Ti
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P.s.: Eu te amo!