sábado, 26 de março de 2011

You read me like a book.

Não é assim. Não é como se as pessoas pudessem simplesmente nos ler. Não é como se nossos significados estivessem estampados em nossas cascas. Não me visto com frases óbvias sobre mim. Você não pode me resumir ou me concluir. Não sou um livro para afastar uma eventual falta do que fazer. Não é assim.

Apenas eu leio o livro de toda minha existência, de todo o meu cotidiano, porque ele está impregnado em minha mente, em minhas memórias, em cada dia que se passa. Às vezes eu leio páginas em voz alta para outras pessoas, eu compartilho os segredos do meu livro com elas. Mas elas não compreendem toda a profundidade de ser eu, apenas eu posso compreender.

Há páginas que deixei em branco pela minha dificuldade em me decidir, ou talvez de arriscar. Há páginas que transbordam significados. Há páginas repletas de dor, há páginas que permanecem inacabadas, porque me tornei indiferente em relação a elas.

E, além disso, sou personagem – Às vezes até marcante – do livro da vida de outras pessoas. Em alguns eu me perdi capítulos atrás, e lá fiquei. Em outros, continuo presente, página por página, todos os dias.

Mas eu não quero ser apenas um capítulo...

...Não quero ser apenas uma lembrança. Quero estar lá quando o livro se encerrar.

Um comentário:

TaTa disse...

Suas metáforas deixam a mostra sentimentos indignados, gosto disso. E quero estar presente na noite de autógrafos!