quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Ciclo vicioso.

Acordei com um sol forte atravessando a janela aberta e as cortinas fechadas. Puxei-as para o lado para ver o céu. Estava azul. Intensamente azul. Mas eu soube pela quantidade de nuvens que isso não duraria muito.

O azul logo se tornaria cinza.

Essa frase me descrevia. Eu via o brilho que o sol emanava sendo ofuscado por nuvens escuras, eu sabia que viria uma tempestade. Raios, trovões, muita chuva. Eu sabia que o cinza ia sufocar todo o azul...

...Eu sabia que eu era o céu. O sol era como minha alegria naquela manhã... Seria ofuscada por nuvens, que são as más sensações. Minha tempestade é minha angústia misturada a minha saudade, meus gritos internos eram como raios e trovões, e minhas lágrimas eram como a chuva.

O cinza está sempre ali. As vezes ele aquieta-se e esconde-se onde eu não posso senti-lo. Mas uma hora ele escorrega sobre minhas entranhas e rouba toda minha cor. E depois ele volta a se esconder. Ciclo vicioso.

Um comentário:

Patrícia Harumi disse...

Tem dias que eu vejo beleza no cinza.